sábado, 5 de novembro de 2011

FÁTIMA... E OS VENDILHÕES DO TEMPLO!

O "CORREIO DA MANHÃ" de hoje publica uma notícia de choque: A Reitoria do Santuário de Fátima mandou despejar uma senhora idosa de 80 anos, da casa onde vive.
E conta a história em poucas palavras: A idosa, Laurinda Oliveira, junto com sua irmã Maria Oliveira, fundaram em Fátima a "CASA DAS GAIATAS", que era a versão feminina da Casa do Gaiato do saudoso Padre Américo.
Durante muitas décadas, deu o melhor de si mesma em prol da Instituição. Em 1994 foi o imóvel onde esta funcionava no apoio a meninas órfãs e abandonadas, doado pelas duas irmãs ao Santuário, ficando expressa a condição de a Maria Oliveira ficar com o usufruto perpétuo de um anexo onde ela e a irmã Laurinda ficariam a residir, mas a Maria veio a falecer em Maio de 2008 e o usufruto estava apenas em nome dela. Quatro meses após o falecimento o Santuário pediu o despejo, o que se compreende e aceita porque o País está em crise e o Santuário precisa daquele espaço para recolher algum sacerdote pobre, daqueles que não tiveram a sorte de ter papalvos a doar os seus bens a quem não dá uma casca de maçã a alguém necessitado, porque apenas aprenderam o "VENHA A NÓS..." do Pai-Nosso.
O Bispo de Leiria-Fátima, que até tem Marto no nome, talvez para que alguém se convença ser ele o herdeiro natural dos Pastorinhos da Cova da Iria, devia corar de vergonha com aquilo que está a fazer à pobre senhora, mas ele não se importa que ela tenha ou não 80 anos e 40 Euros de reforma, vivendo da caridade dos verdadeiros cristãos, dos bons Samaritanos que ainda há neste País. É assim que uns lhe fornecem ajuda alimentar, outro fornece-lhe a luz, porque o Santuário mandou cortar a electricidade da casa, outros vão levar-lhe água, pelo mesmo motivo... mas o Santuário é superior a isso tudo, chegando ao ponto de exigir que a senhora pague os anos que viveu na casa, que ela e a irmã doaram ao Santuário!
Quem poderá estar de acordo com esta arbitrariedade ? O Bispo da Diocese? O Reitor do Santuário? Não lhes basta o tesouro que já têm em ouro e pedrarias, em casas, terras e outras mordomias? Qual o Cristo que eles seguem? Será o da IURD, porque é o único conhecido pela apetência pelos bens de outrém!
Será que tudo o que o Santuário diz ser seu foi adquirido do mesmo modo? E isto será a receita que encontraram para aumentar a fé dos fiéis que demandam o Santuário? É triste o que agora veio a lume, mas não é caso virgem na Cova da Iria acontecerem coisas que apenas nos levam a pensar ser pertinente a nova vinda de Cristo à terra, e no Santuário de Sua Mãe terá de voltar a pegar no chicote e correr os novos vendilhões do Templo, dizendo-lhes: "IDE-VOS CANALHAS, POIS AQUI  É A CASA DE ORAÇÃO DE MINHA MÃE E NÃO UMA CASA DE NEGÓCIOS"!   

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

REDUÇÃO DE SALÁRIOS...

Mas só míngua para o pobre, que é sempre sacrificado...
...  tirar 1 cêntimo a quem é rico, vai custar um bom bocado,
portanto tira-se ao pobre, funcionário público é preferência,
ele ficará chateado... barafusta... põe-se na rua... paciência!
Um texto lúcido do Prof. Luis Menezes Leitão, da Faculdade de Direito de Lisboa, a fazer furor na blogoesfera...
A propósito da Redução de vencimentos:
por Luís Menezes Leitão 

«Fico perfeitamente siderado quando vejo constitucionalistas a dizer que não há qualquer problema constitucional em decretar uma redução de salários na função pública. Obviamente que o facto de muitos dos visados por essa medida ficarem insolventes e, como se viu na Roménia, até ocorrerem suicídios, é apenas um pormenor sem importância. De facto, nessa perspectiva a Constituição tudo permite.
É perfeitamente constitucional confiscar sem indemnização os rendimentos das pessoas.
É igualmente constitucional o Estado decretar unilateralmente a extinção das suas obrigações apenas em relação a alguns dos seus credores, escolhendo naturalmente os mais frágeis. E finalmente é constitucional que as necessidades financeiras do Estado sejam cobertas aumentando os encargos apenas sobre uma categoria de cidadãos.
Tudo isto é de uma constitucionalidade cristalina. Resta acrescentar apenas que provavelmente se estará a falar, não da Constituição Portuguesa, mas da Constituição da Coreia do Norte.
É por isso que neste momento tenho vontade de recordar Marcello Caetano, não apenas o último Presidente do Conselho do Estado Novo, mas também o prestigiado fundador da escola de Direito Público de Lisboa.  No seu Manual de Direito Administrativo, II, 1980, p. 759, deixou escrito que uma redução de vencimentos “importaria para o funcionário uma degradação ou baixa de posto que só se concebe como grave sanção penal”. Bem pode assim a Constituição de 1976 proclamar no seu preâmbulo que "o Movimento das Forças Armadas […) derrubou o regime fascista".
Na perspectiva de alguns constitucionalistas, acabou por consagrar um regime constitucional que permite livremente atentar contra os direitos das pessoas de uma forma que repugnaria até ao último Presidente do Estado Novo.
Diz o povo que "atrás de mim virá quem de mim bom fará".
Se no sítio onde estiver, Marcello Caetano pudesse olhar para o estado a que deixaram chegar o regime constitucional que o substituiu, não deixaria de rir a bom rir com a situação.»
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É triste verificar que passados 37 anos sobre aquela fatídica data do 25 de Abril, que foi de esperança no dia 25 e desilusão no dia 26, por tudo o que aconteceu e que foi levando o Povo a desiludir-se com os caminhos de uma democracia com duas caras tão diametralmente opostas, pois permite que os líderes dos Partidos chamados da alternância democrática vão enchendo os bolsos, juntamente com os seus seguidores e apaniguados, enquanto os mais débeis, como  os Funcionários Públicos e,  em igualdade de circunstâncias,  os Militares, vão sendo ostracisados, maltratados, vilpendiados, roubados e ainda gozados pela click daqueles que dizem governar o País mas antes se governam no País.
Aos Militares convém que se retirare a força capaz de os fazer voltar a pegar em armas contra o Regime ditatorial que alguns próceres partidários pretendem implementar... ainda que camufladamente.
Eles vêm roubando o suor do nosso trabalho como se estivessem a roubar o chupa-chupa a uma criança... e ainda se vão rindo das caras incrédulas que são as nossas máscaras de desespero, porquanto somos um Povo que está a perder a esperança no porvir! Até quando o Povo será ignorado nos seus direitos inalienáveis à dignidade de vida?
Victor Elias

domingo, 2 de outubro de 2011

UM PORTUGUÊS... MADEIRENSE


Um dia disseram-me que o maior "cromo" existente em Portugal será o Comendador Joe Berardo.
  
José Manuel Rodrigues Berardo nasceu no Funchal - Madeira, em Julho de 1944.  É um coleccionador compulsivo, que desde puto gostava de juntar selos, caixas de fósforos ou postais dos navios que atracavam na  ilha onde nasceu. Uma revista avaliou a fortuna de Joe Berardo como sendo a nona maior do País, estimando-se o seu valor em 589 milhões de euros.
Foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, sendo em 2005 agraciado com a Legião de Honra, que é a mais alta condecoração francesa. 

Foi novo para a África do Sul e aí enriqueceu no sector das minas, que não na cultura, apesar de ter sido essencialmente no sector das artes que enriqueceu, começando como coleccionador... mas sempre salvaguardando os seus interesses, pois ele não queria ser  um qualquer coleccionador, mas sim um comprador/vendedor como esses que vendem na Feira da Ladra,  um mero negociante ou feirante que vai ao MARL comprar legumes para  venda num qualquer mercado municipal.

Já o ouvi dizer na televisão, a propósito das suas mais recentes movimentações no mercado, umas afirmações em que dizia que o que o fascinava no mundo da agricultura onde estava o seu avô, quando era mais novo, não era pelo  trabalho agrícola em si... mas antes pela respectiva componente negocial.  Ganhar a vida a trabalhar é algo que dá poucos frutos, mas ganhar dinheiro nos negócios é realmente uma arte bastante mais apetecícel.
E para rematar a sua reconhecida falta de humildade, até lhe deram aquele título que se confere aos portugueses que se dizem com prestígio, como é o título de Comendador, que é aquilo que se usa quando não há título académico para apresentar.
Joe Berardo tornou-se no 10º homem mais rico de Portugal graças às jogatanas negociais de arte ou das acções, recorrendo a um expediente cada vez mais comum, que é a chamada fundação com o seu nome, com os enormes benefícios fiscais que lhe são conferidos.
Há cerca de duas semanas, umas simples declarações à porta da Assembleia-Geral do BCP provocaram uma subida nas acções daquele banco que lhe aumentaram a fortuna em mais 10 milhões de euros no dia seguinte. É  mais uma demonstração do chamado "Efeito Berardo" ou a chico-espertice  clássica do português que "se sabe orientar".
 Os argumentos utilizados pelo Estado, para justificar os "acordos" com este tipo de pessoa, seriam risíveis se não fossem trágicos. Torna-se evidente que não ponho em causa, nem a qualidade da colecção Berardo, nem o seu indefectível "interesse" cultural. Aquilo que me parece deveria ser discutível são os termos do "acordo" para o "parceiro" Estado, ou seja, para os contribuintes que, supostamente, devem usufruir do acervo. Apesar dos beijinhos e abraços, não tenho a certeza de que o "interesse nacional" tenha sido devidamente acautelado e sobreposto aos interesses privados e legítimos do sr. comendador.
Pelo contrário, penso até que Joe Berardo já conseguiu "meter" o governo no seu vasto espólio, como se fosse um vulgar troféu de caça. Porque o  sr. comendador só dá um chouriço a quem lhe der um porco.
Veja-se a postura deste grande Comendador, que pede apenas que o Estado lhe pague a contribuição do Povo Português para  a sua Fundaçãozinha... e se alguém tiver fome, que amargue, pois o Joe não dá cheta a ninguém!
É todo para levar no caixão, pois até o chamaram de ladrão, diz ele muito tristonho! Será isto sina? Vingança do Alberto João?

domingo, 25 de setembro de 2011

MADEIRA... IM-DEPENDENTE???

Movimentam-se as "Tropas" jardinistas, procura-se um modelo de Constituição que possa obrigar o odiado País Colonizador a continuar a pagar as contas de um novo País, que terá como principal fonte de receita o sacar massas a Portugal, ao Zé Turista e a todas as "Tróikas" do mundo.
Para a nova bandeira está previsto um cacho de bananas, com a divisa "ATÉ AS COMEMOS...". e a nova moeda irá ser o "CANTEIRO", com as divisões uma e duas" ESTERLÍCIA", 5 "CARDOS", 10 "ROSAS", 20 "GLADIOLOS", 50 "PAPOILAS", 100 e 200 "MARGARIDAS", 500 "AMORES PERFEITOS" e 1000 "MAGNÓLIAS".
O Presidente do Banco emissor já está escolhido: - Será o Dr. Jardineiro do Sacho Jardim.  

Está desde já proibida a entrada no País de estrangeiros vindos da terra dos Mouros colonialistas do antigo Continente. Do Continente apenas será permitida a entrada de bebidas espirituosas tipo VINHOS DO PORTO, do DÃO ou do ALENTEJO. As aguardentes têm de ser escolhidas por concurso... ganhando aquele a quem seja dito que ganhou! 
Ficam proibidos os jornais que não digam bem do Presidente duas vezes por dia, no mínimo! Pasquins do antigo Continente colonizador estão proibidos de passar além dos territórios do Princípado do Forte da Pontinha,  Forte de São José ou Forte do Ilhéu.
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Não acredito que estou acordado! Devo ter adormecido e sonhado que Portugal vai perder a sua "Terra do Nunca", o seu "Reino do Faz de Conta", a sua terra das bananas e do Licor do Ezequiel. Vamos deixar de ter anedotas do Alberto João? Não vai haver mais Carnaval? E quem nos compra agora aqueles milhões de FOGO DE VISTA para o Fim do Ano? Mesmo não pagando... é um duro golpe!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PORTUGAL... SEM FUTURO?

Pela imagem, a Madeira arde bem, não parecendo aquele Jardim que se foi embelezando após aqueles acontecimentos do 25 de Abril, em que uns tantos resolveram comprar roupas novas, com muitos e grandes bolsos para não deixar caír um cêntimo que seja da pesada herança que aquele velho de Santa Comba, que morava perto da Calçada da Estrela, na casa da São Bento, resolveu deixar aos herdeiros... mas que outros disputaram e distribuíram entre si, não deixando nada aos mais pobrezinhos.
Porque a Madeira foi chamando a si alguns cobres... agora está a contas com os herdeiros mais ricos, que utilizam tudo contra ela. E o Ti Alberto bem pode dizer que não tem! Paga e não bufa!  
Alguns nostálgicos, entre eles o Zé Povinho, andam apavorados com uma tal de "TRÓIKA", que é assim como uma espécie de polícia pior que a PIDE/DGS, que vem dar cabo de quem não cumprir o que os "Surripiantes" pretendem fazer. Ora estes "Surripiantes", que até dizem ter um "Seguro", já tinham surripiado tudo no tempo do tal filósofo Sócrates, de Vilar de Massada, que apenas deixou a poeira das ruas porque a não podia levar com ele... dizem.
PS: - Agora querem surripiar o tutano, se tiverem sucção para tanto.
As autoridades portuárias andam atentas para a hipótese de os ratos abandonarem o barco, como é costume fazerem nas histórias trágico-marítimas. Se eles levarem sacos às costas, é sinal de que ainda há "massas" para sacar, devendo ser recambiados para as berças e sacudidos até deitarem fora o último "tostanito". Depois... podem ir para Angola, que lá há sempre trabalho para brancos , desde que sejam portugueses e bem qualificados, pois devem saber limpar bem o chão ou engraxar sapatos. O preto só espera vingança, viu?
A Igreja Católica já não consegue arranjar forma de matar a fome aos esfomeados que lhe batem todos os dias à porta, uma vez que o Santuário de Fátima, a Senhora da Agonia, a Santa Maria Adelaide e todos os santinhos das nossas devoções têm guardado o ouro para uma ocasião de mais dificuldade, não o vendendo aos compradores que por aí pululam em busca de otários - enquanto não arranjam ouro, entretêm-se com o cobre dos telefones -, que vão vendendo pela melhor oferta... enquanto não arranjam outra. 
Agora... mandaram-se vir os demónios das profundezas, para tentar encontrar uma solução. Parece que o Padre Fontes deu uma ajudinha, pois conhece-os todos lá de Vilar de Perdizes, onde não faltam aos congressos.
Enquanto isso, parece que querem enforcar o Alberto jardineiro da Madeira ou coisa parecida. Conseguirão? 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

MANSÃO DE UM ANGOLANO NO ALGARVE ...

Depois fazem peditórios para a fome em Angola!!!

Um Angolano  acabou de comprar uma das mansões mais caras, e alguns até dizem que é a mais  cara mansão do Algarve .
Estando situada bem fora da cidade, e com localização  "desconhecida", esta mansão é  "apenas"a casa de um angolano!

Estas fotos e  esta informação foi retirada de uma revista de imobiliária portuguesa.
 Vejam os pormenores: 8 suites, 6 quartos, sala de cinema, piscina interior,  elevador, garagem para 6 carros, aquecimento central, tectos e paredes  interiores em vidro, jacuzzi, escadas interiores, banheiras e lavatórios com  acabamentos em mármore, sistemas de alarme e segurança de última geração, e  altamente decorada pelos melhores decoradores portugueses e estrangeiros.

  A casa demorou oito meses a ser decorada.
O dono desta barraca é o  General HELDER VIEIRA DIAS "KOPELIPA"
(Na realidade, este angolano, não é um angolano qualquer!!!)
É o mesmo General "KOPELIPA" que também comprou vinhas no Douro , é  accionista de vários bancos etc. etc.
Ele é, na realidade, o nº 1 depois do José Eduardo dos Santos , o Presidente da  República de Angola .
Viva o  novo-riquismo Angolano ! ! !
Já agora: Vemos abaixo  a "caneta" usada pelo "general" Kopelica na assinatura dos documentos para abertura das contas bancárias, ao longo dos anos... É de marca "Catanex" e é usada por algumas grandes figuras do regime de Angola!
 NOTA
O que me dói é lembrar todos  aqueles que deram a vida pela emancipação e independência de Angola. Esta  realidade fere qualquer sentimento e faz-me sentir vontade de prestar aqui e  agora homenagem a todos aqueles que deram a vida pela sua terra, na esperança  de a ter e dela usufruir. Como rodapé a estas imagens não encontrei melhor  forma de o fazer.
Um Ex-combatente

sábado, 17 de setembro de 2011

CAVALEIROS E COMENDADORES...


Por vezes somos levados a escrever aquilo que se não gostaría de escrever para quem o fazemos, porque pensamos sempre que estamos a perturbar o trabalho de alguém muito assoberbado com o dia-a-dia do País cujos destinos lhe foram confiados.
No entanto, esta carta aberta que apresento, escrita por uma cidadã consciente e direta, que não tem "papos na língua" que lhe afetem a dicção, nem palas nos olhos para lhe dificultar a visão, deveria ser assinada por todos os Portugueses verdadeiros, porque é tempo de alguém dizer umas quantas verdades seja ao homem de Boliqueime seja ao de Apagaofogo de Cima. Está no poleiro... cante para que saibam que aí está! Abane as asas para que o Governo se mexa! Não atire poeira para os olhos do Zé, porque isso do antigamente é passado ! Hoje não queremos
"TOURADAS E PROCISSÕES,
FÁTIMA... FADOS... BOLA...
SÃO ESTAS AS DIVERSÕES
DE UM POVO QUE PEDE ESMOLA!"
......
"Exmº. Senhor Presidente da República, Dr. Aníbal Cavaco Silva:

O meu nome é Catarina Patrício, sou licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, fiz Mestrado em Antropologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, sou doutoranda em Ciências da Comunicação, também pela FCSH-UNL, projecto de investigação "Dissuação Visual: Arte, Cinema, Cronopolítica e Guerra em Directo" distinguido com uma bolsa  de doutoramento individual da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
A convite do meu orientador, lecciono uma cadeira numa Universidade.
Tenhos 33 anos.
Não sinto qualquer orgulho na selecção de futebol nacional. Não fiquei tão pouco impressionada... O futebol é o actual 'ópium' do povo que a política subreptíciamente procura sempre exponenciar.
A atribuição da condecoração de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique a jogadores de futebol nada tem a ver com "a visão de mundo" (weltanschauung) que Aquele português tinha. A conquista do povo português não é  no relvado.
Sinto orgulho no meu percurso, tenho trabalhado muito e só agora vejo alguns resultados.
Como é que acha que me sinto quando vejo condecorado um jogador de futebol?
Como acha que fico  depois de tanto trabalho e investimento financeiro em estudos?!! Claro que fico absolutamente indignada!
Sinto orgulho em muitos dos professores que tive, tanto no ensino secundário como no superior.
Sinto orgulho em tantos pensadores e teóricos portugueses que Vossa Excelência deveria condecorar. Essas pessoas sim, são brilhantes, são um bom exemplo para o País...
Fizeram e ainda fazem querer ser sempre melhor!
Tenho orgulho nos meus jovens colegas de doutoramento pela sua persistência nos estudos, um caminho tortuoso cujos resultados jamais são imediatos,  isto numa contemporaneidade que sublinha a imediaticidade.
Tenho orgulho até em muitos dos meus alunos, que trabalham durante o dia e com afinco estudam à noite...
São tantos os portugueses a condecorar... e o Senhor Presidente da República condecorou com a distinção de Cavaleiro da Ordem do Infante Dom Henrique jogadores de futebol que alcançaram o segundo lugar... que exemplo são para a Nação?
Carros de luxo... vidas repletas de vaidades...  que exemplo são? 
    Apresento-lhe os meus melhores cumprimentos,

   Catarina"
.
BRAVO, RAPARIGA! ESCREVE MUITO!!! ESCREVE SEMPRE, ATÉ QUE TE SEJA DITO 'BASTA'! NÃO TE CANSES, QUE EU TAMBÉM NÃO!