quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Quem deve o quê e a quem ?... (CONCLUSÃO)

- Meu caro Georges Papandreou... és o elo mais fraco! Adeus!"
Como resposta ao que a revista Stern havia publicado e consta da postagem anterior, publicou a mesma Stern uma carta aberta de um grego, dirigida a Wuelleenweber:
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"Caro Walter,
Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.
O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.
Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar. (Igual ao que aconteceu com Portugal...)
Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRETO.
Estimado Walter,
Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.
Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1.    Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2.    Dívidas por diferenças de clearing, no período entre guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3.    Os empréstimos em obrigações que contraiu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
NOTA: (A Alemanha ocupou militarmente a Macedônia central e oriental, com o importante porto de Salónica; a capital Atenas, as ilhas do Egeu  setentrional e a ilha de Creta. A Bulgária, por sua participação, anexou a Tracia. Os italianos obtiveram o controle do resto da Grécia. O governo militar do general Tsolakoglu foi um governo fantoche baixo as ordens da Alemanha, como o de Pétain na França de Vichy, ou de Quisling na Noruega .)
 4.    As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5.    As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., etc.).

 6.    A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.O estado nazista levou a fundo as teorias raciais, com a construção dos campos de concentração para o extermínio de judeus (onde 6 milhões de judeus foram mortos), e com o consentimento da sociedade alemã e boa parte da Europa, onde os alemães colocaram a raça ariana como sendo uma raça humana superior às demais. Jamais se poderá entender ou dizer que a perseguição aos judeus, homossexuais e negros na Alemanha nazista foi um ato racista apenas do Hitler e do seu governo ou mais uma dúzia de pessoas, porque foi um ato coletivo da sociedade alemã. O governo de Hitler executou o que  estava difundido e enraizado na mentalidade européia e consequentemente na Alemanha, por conta das teorias raciais.

 Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o. Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.
Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros.
Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema.
Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda.
Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí os vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?
Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
 E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também disso são devedores da Grécia:
EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!
Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.
E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.
Cordialmente,
Georgios Psomás
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SERÁ QUE EM PORTUGAL DEU A DOENÇA DO SONO?
ESTÁ TUDO A DORMIR?
QUANTO GANHA O LAMBE BOTAS DURÃO BARROSO? E A CORJA QUE SE PAVONEIA NO PARLAMENTO EUROPEU? E NOS OUTROS LOCAIS EUROPEUS DE PUXA-SACOS A VIVER À CUSTA DO SACRIFÍCIO DO ZÉ PORTUGA?
POVOS DE PORTUGAL... ARRELIAI-VOS! É UM DIREITO QUE VOS ASSISTE O DA INDIGNAÇÃO... E ATÉ FOI ALGUÉM QUE TEM COMIDO À NOSSA CUSTA QUE O DISSE!
CANALHA FORA DE PORTUGAL...JÁ!!!

Quem deve o quê e a quem ?...

Em plena saudação NAZI
Parece que o Povo Português tem de encontrar rápidamente respostas para a crise em que tem de suportar o enriquecimento dos outros à custa do sacrifício dos mais desfavorecidos deste País, onde apenas os funcionários públicos e os militares são passiveis de ser sacrificados para encher os bolsos a uns tantos, que sempre viveram de benesses e continuam a mamar à conta do otário: NÓS, AQUELES QUE NÃO PODEMOS FUGIR AO FISCO PORQUE O PATRÃO CARRASCO CHAMADO ESTADO TEM A FACA E O QUEIJO NA MÃO, LOGO SE ENTRETEM A CORTAR POR ONDE LHE DER MAIS JEITO... E NÃO É PRECISO SER SOCIALISTA PARA O FAZER, PORQUE LERAM TODOS PELA MESMA CARTILHA.
A única maneira de acabar com isto é retomar o espírito do Povo de Lisboa em 1385 e vir para a rua gritar, não o: "ACUDAM O MESTRE QUE O MATAM NO PAÇO DA RIBEIRA!", mas o "GOVERNOS A ROUBAR TERÃO DE ACABAR!" e correr com essa camarilha daqui para fora.
É que são sempre os mesmos a ser roubados, porque quem nos devia governar não está atento sequer àquilo que se passa com os outros roubados da Europa dita comunitária.
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Há algum tempo, foi publicada, na revista alemã Stern, uma “carta aberta” de um cidadão alemão, Walter Wuelleenweber, dirigida a “caros gregos”, com um título e subtítulo: “Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia.  Os gregos, que primeiro fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves”.
"Caros gregos,
Desde 1981 pertencemos à mesma família.
Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.
Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos.
O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.
No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo
Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.
Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.
Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!"
Walter Wuelleenweber
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Na semana seguinte, a Stern publicou uma carta aberta de um grego, dirigida a Wuelleenweber, que será postada já a seguir.
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REFLEXÃO:
A fulana que comanda os destinos da Alemanha está também a comandar aqueles que lhe vão aparando o jogo, porque querem viver às custas dos mais pobres, que são explorados pelo poder económico de alemães e franceses. Ela, de ascendência comunista, pois é alemã de leste, está a rir-se dos Povos que venceram a Alemanha nas Guerras, por ela movidas, e que conseguiram reunificar as Alemanhas... voltando deste modo a vencer o Bloco em que acreditava (ou acredita), parece estar a levar a cabo uma vingança, parecendo pretender dar novas forças à Alemanha para dominar o mundo, qual Hitler de saias.
"Se os países [com défice] não cumprirem os próprios compromissos, terão de abdicar de uma parte da soberania."
 Eis Merkel a conseguir fazer com o dinheiro aquilo que o seu querido Adolfo Hitler não logrou  conseguir com as armas
Abre os olhos, Povo!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O escândalo da Fundação Soares


64 mil € para a Fundação Mário Soares
A Fundação Mário Soares vai receber, este ano, pelo menos a quantia de 64.825 euros de apoio financeiro concedido pela vereação da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa (CML).
Para além dos 50 mil euros anuais que "o Município está obrigado" a dar como "apoio financeiro" à fundação do Dr. Soares, ainda acrescem mais 14.825 euros, propostos pela vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto – e que vão hoje a discussão e votação em reunião de Câmara.
O protocolo entre o município de Lisboa e a Fundação Mário Soares, que obrigava a um apoio anual situado entre 30 e cerca de 44.000 euros, foi assinado no dia 07 de Novembro de 1995, pelo então presidente da Câmara, o Socialista Dr. Jorge Sampaio, vigorando durante 10 anos, ou seja, até 2015.
Entretanto foi actualizado para 50 mil euros em Julho de 2010, pela vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, como "reconhecimento do trabalho levado a cabo pela Fundação".
Combinando o apoio financeiro...
Fonte:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/64-mil--para-a-fundacao-mario-soares
É por estas e outras que Portugal está na bancarrota. A Câmara Municipal de Lisboa está afundada em dívidas, que irão ser pagas através da austeridade que o Governo está a impor, contudo continua a sustentar uma Fundação particular.
Não se viu, até hoje, cortes nestes abusos.
O que se vê são cortes nos nossos bolsos, mas para os amigos, como Mário Soares, não há.
E este fulano, Mário Soares, vem para as televisões e jornais dizer que é preciso sacrifícios.
Cínico!

Julgava que as Fundações seriam pessoas jurídicas dotadas pelo seu Fundador de um acervo patrimonial que é gerido por forma a desenvolver actividades em domínios diversos, como sejam a cultura, a arte, a investigação, o apoio a projectos relevantes, etc. Como exemplos paradigmáticos tínhamos, então, a F. Gulbenkian e temos, mais recente, a F. Champalimaud e a F. da Jerónimo Martins, a dita, salvo erro, F. Soares dos Santos, a que preside o António Barreto.
Há outras. Só que, de há uns bons tempos para cá, desfigurando e abusivamente se apropriando desse genuíno perfil estatutário, vêm brotando, como cogumelos, verdadeiros abortos fundacionais, de cariz público ou privado, que não passam de grosseiras desconstruções jurídicas destinadas a sacar subsídios e privilégios do Estado, das Regiões e das Autarquias e/ou a desviar avultadas verbas públicas para fins que escapam a um adequado/efectivo controlo democrático.
Trata-se, bem vistas as coisas, de Maquinações, que não de Fundações.
Se essas e outras forem finalmente desactivadas, talvez um dia vejamos como bendita esta crise maldita.

sábado, 5 de novembro de 2011

FÁTIMA... E OS VENDILHÕES DO TEMPLO!

O "CORREIO DA MANHÃ" de hoje publica uma notícia de choque: A Reitoria do Santuário de Fátima mandou despejar uma senhora idosa de 80 anos, da casa onde vive.
E conta a história em poucas palavras: A idosa, Laurinda Oliveira, junto com sua irmã Maria Oliveira, fundaram em Fátima a "CASA DAS GAIATAS", que era a versão feminina da Casa do Gaiato do saudoso Padre Américo.
Durante muitas décadas, deu o melhor de si mesma em prol da Instituição. Em 1994 foi o imóvel onde esta funcionava no apoio a meninas órfãs e abandonadas, doado pelas duas irmãs ao Santuário, ficando expressa a condição de a Maria Oliveira ficar com o usufruto perpétuo de um anexo onde ela e a irmã Laurinda ficariam a residir, mas a Maria veio a falecer em Maio de 2008 e o usufruto estava apenas em nome dela. Quatro meses após o falecimento o Santuário pediu o despejo, o que se compreende e aceita porque o País está em crise e o Santuário precisa daquele espaço para recolher algum sacerdote pobre, daqueles que não tiveram a sorte de ter papalvos a doar os seus bens a quem não dá uma casca de maçã a alguém necessitado, porque apenas aprenderam o "VENHA A NÓS..." do Pai-Nosso.
O Bispo de Leiria-Fátima, que até tem Marto no nome, talvez para que alguém se convença ser ele o herdeiro natural dos Pastorinhos da Cova da Iria, devia corar de vergonha com aquilo que está a fazer à pobre senhora, mas ele não se importa que ela tenha ou não 80 anos e 40 Euros de reforma, vivendo da caridade dos verdadeiros cristãos, dos bons Samaritanos que ainda há neste País. É assim que uns lhe fornecem ajuda alimentar, outro fornece-lhe a luz, porque o Santuário mandou cortar a electricidade da casa, outros vão levar-lhe água, pelo mesmo motivo... mas o Santuário é superior a isso tudo, chegando ao ponto de exigir que a senhora pague os anos que viveu na casa, que ela e a irmã doaram ao Santuário!
Quem poderá estar de acordo com esta arbitrariedade ? O Bispo da Diocese? O Reitor do Santuário? Não lhes basta o tesouro que já têm em ouro e pedrarias, em casas, terras e outras mordomias? Qual o Cristo que eles seguem? Será o da IURD, porque é o único conhecido pela apetência pelos bens de outrém!
Será que tudo o que o Santuário diz ser seu foi adquirido do mesmo modo? E isto será a receita que encontraram para aumentar a fé dos fiéis que demandam o Santuário? É triste o que agora veio a lume, mas não é caso virgem na Cova da Iria acontecerem coisas que apenas nos levam a pensar ser pertinente a nova vinda de Cristo à terra, e no Santuário de Sua Mãe terá de voltar a pegar no chicote e correr os novos vendilhões do Templo, dizendo-lhes: "IDE-VOS CANALHAS, POIS AQUI  É A CASA DE ORAÇÃO DE MINHA MÃE E NÃO UMA CASA DE NEGÓCIOS"!   

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

REDUÇÃO DE SALÁRIOS...

Mas só míngua para o pobre, que é sempre sacrificado...
...  tirar 1 cêntimo a quem é rico, vai custar um bom bocado,
portanto tira-se ao pobre, funcionário público é preferência,
ele ficará chateado... barafusta... põe-se na rua... paciência!
Um texto lúcido do Prof. Luis Menezes Leitão, da Faculdade de Direito de Lisboa, a fazer furor na blogoesfera...
A propósito da Redução de vencimentos:
por Luís Menezes Leitão 

«Fico perfeitamente siderado quando vejo constitucionalistas a dizer que não há qualquer problema constitucional em decretar uma redução de salários na função pública. Obviamente que o facto de muitos dos visados por essa medida ficarem insolventes e, como se viu na Roménia, até ocorrerem suicídios, é apenas um pormenor sem importância. De facto, nessa perspectiva a Constituição tudo permite.
É perfeitamente constitucional confiscar sem indemnização os rendimentos das pessoas.
É igualmente constitucional o Estado decretar unilateralmente a extinção das suas obrigações apenas em relação a alguns dos seus credores, escolhendo naturalmente os mais frágeis. E finalmente é constitucional que as necessidades financeiras do Estado sejam cobertas aumentando os encargos apenas sobre uma categoria de cidadãos.
Tudo isto é de uma constitucionalidade cristalina. Resta acrescentar apenas que provavelmente se estará a falar, não da Constituição Portuguesa, mas da Constituição da Coreia do Norte.
É por isso que neste momento tenho vontade de recordar Marcello Caetano, não apenas o último Presidente do Conselho do Estado Novo, mas também o prestigiado fundador da escola de Direito Público de Lisboa.  No seu Manual de Direito Administrativo, II, 1980, p. 759, deixou escrito que uma redução de vencimentos “importaria para o funcionário uma degradação ou baixa de posto que só se concebe como grave sanção penal”. Bem pode assim a Constituição de 1976 proclamar no seu preâmbulo que "o Movimento das Forças Armadas […) derrubou o regime fascista".
Na perspectiva de alguns constitucionalistas, acabou por consagrar um regime constitucional que permite livremente atentar contra os direitos das pessoas de uma forma que repugnaria até ao último Presidente do Estado Novo.
Diz o povo que "atrás de mim virá quem de mim bom fará".
Se no sítio onde estiver, Marcello Caetano pudesse olhar para o estado a que deixaram chegar o regime constitucional que o substituiu, não deixaria de rir a bom rir com a situação.»
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É triste verificar que passados 37 anos sobre aquela fatídica data do 25 de Abril, que foi de esperança no dia 25 e desilusão no dia 26, por tudo o que aconteceu e que foi levando o Povo a desiludir-se com os caminhos de uma democracia com duas caras tão diametralmente opostas, pois permite que os líderes dos Partidos chamados da alternância democrática vão enchendo os bolsos, juntamente com os seus seguidores e apaniguados, enquanto os mais débeis, como  os Funcionários Públicos e,  em igualdade de circunstâncias,  os Militares, vão sendo ostracisados, maltratados, vilpendiados, roubados e ainda gozados pela click daqueles que dizem governar o País mas antes se governam no País.
Aos Militares convém que se retirare a força capaz de os fazer voltar a pegar em armas contra o Regime ditatorial que alguns próceres partidários pretendem implementar... ainda que camufladamente.
Eles vêm roubando o suor do nosso trabalho como se estivessem a roubar o chupa-chupa a uma criança... e ainda se vão rindo das caras incrédulas que são as nossas máscaras de desespero, porquanto somos um Povo que está a perder a esperança no porvir! Até quando o Povo será ignorado nos seus direitos inalienáveis à dignidade de vida?
Victor Elias

domingo, 2 de outubro de 2011

UM PORTUGUÊS... MADEIRENSE


Um dia disseram-me que o maior "cromo" existente em Portugal será o Comendador Joe Berardo.
  
José Manuel Rodrigues Berardo nasceu no Funchal - Madeira, em Julho de 1944.  É um coleccionador compulsivo, que desde puto gostava de juntar selos, caixas de fósforos ou postais dos navios que atracavam na  ilha onde nasceu. Uma revista avaliou a fortuna de Joe Berardo como sendo a nona maior do País, estimando-se o seu valor em 589 milhões de euros.
Foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, sendo em 2005 agraciado com a Legião de Honra, que é a mais alta condecoração francesa. 

Foi novo para a África do Sul e aí enriqueceu no sector das minas, que não na cultura, apesar de ter sido essencialmente no sector das artes que enriqueceu, começando como coleccionador... mas sempre salvaguardando os seus interesses, pois ele não queria ser  um qualquer coleccionador, mas sim um comprador/vendedor como esses que vendem na Feira da Ladra,  um mero negociante ou feirante que vai ao MARL comprar legumes para  venda num qualquer mercado municipal.

Já o ouvi dizer na televisão, a propósito das suas mais recentes movimentações no mercado, umas afirmações em que dizia que o que o fascinava no mundo da agricultura onde estava o seu avô, quando era mais novo, não era pelo  trabalho agrícola em si... mas antes pela respectiva componente negocial.  Ganhar a vida a trabalhar é algo que dá poucos frutos, mas ganhar dinheiro nos negócios é realmente uma arte bastante mais apetecícel.
E para rematar a sua reconhecida falta de humildade, até lhe deram aquele título que se confere aos portugueses que se dizem com prestígio, como é o título de Comendador, que é aquilo que se usa quando não há título académico para apresentar.
Joe Berardo tornou-se no 10º homem mais rico de Portugal graças às jogatanas negociais de arte ou das acções, recorrendo a um expediente cada vez mais comum, que é a chamada fundação com o seu nome, com os enormes benefícios fiscais que lhe são conferidos.
Há cerca de duas semanas, umas simples declarações à porta da Assembleia-Geral do BCP provocaram uma subida nas acções daquele banco que lhe aumentaram a fortuna em mais 10 milhões de euros no dia seguinte. É  mais uma demonstração do chamado "Efeito Berardo" ou a chico-espertice  clássica do português que "se sabe orientar".
 Os argumentos utilizados pelo Estado, para justificar os "acordos" com este tipo de pessoa, seriam risíveis se não fossem trágicos. Torna-se evidente que não ponho em causa, nem a qualidade da colecção Berardo, nem o seu indefectível "interesse" cultural. Aquilo que me parece deveria ser discutível são os termos do "acordo" para o "parceiro" Estado, ou seja, para os contribuintes que, supostamente, devem usufruir do acervo. Apesar dos beijinhos e abraços, não tenho a certeza de que o "interesse nacional" tenha sido devidamente acautelado e sobreposto aos interesses privados e legítimos do sr. comendador.
Pelo contrário, penso até que Joe Berardo já conseguiu "meter" o governo no seu vasto espólio, como se fosse um vulgar troféu de caça. Porque o  sr. comendador só dá um chouriço a quem lhe der um porco.
Veja-se a postura deste grande Comendador, que pede apenas que o Estado lhe pague a contribuição do Povo Português para  a sua Fundaçãozinha... e se alguém tiver fome, que amargue, pois o Joe não dá cheta a ninguém!
É todo para levar no caixão, pois até o chamaram de ladrão, diz ele muito tristonho! Será isto sina? Vingança do Alberto João?

domingo, 25 de setembro de 2011

MADEIRA... IM-DEPENDENTE???

Movimentam-se as "Tropas" jardinistas, procura-se um modelo de Constituição que possa obrigar o odiado País Colonizador a continuar a pagar as contas de um novo País, que terá como principal fonte de receita o sacar massas a Portugal, ao Zé Turista e a todas as "Tróikas" do mundo.
Para a nova bandeira está previsto um cacho de bananas, com a divisa "ATÉ AS COMEMOS...". e a nova moeda irá ser o "CANTEIRO", com as divisões uma e duas" ESTERLÍCIA", 5 "CARDOS", 10 "ROSAS", 20 "GLADIOLOS", 50 "PAPOILAS", 100 e 200 "MARGARIDAS", 500 "AMORES PERFEITOS" e 1000 "MAGNÓLIAS".
O Presidente do Banco emissor já está escolhido: - Será o Dr. Jardineiro do Sacho Jardim.  

Está desde já proibida a entrada no País de estrangeiros vindos da terra dos Mouros colonialistas do antigo Continente. Do Continente apenas será permitida a entrada de bebidas espirituosas tipo VINHOS DO PORTO, do DÃO ou do ALENTEJO. As aguardentes têm de ser escolhidas por concurso... ganhando aquele a quem seja dito que ganhou! 
Ficam proibidos os jornais que não digam bem do Presidente duas vezes por dia, no mínimo! Pasquins do antigo Continente colonizador estão proibidos de passar além dos territórios do Princípado do Forte da Pontinha,  Forte de São José ou Forte do Ilhéu.
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Não acredito que estou acordado! Devo ter adormecido e sonhado que Portugal vai perder a sua "Terra do Nunca", o seu "Reino do Faz de Conta", a sua terra das bananas e do Licor do Ezequiel. Vamos deixar de ter anedotas do Alberto João? Não vai haver mais Carnaval? E quem nos compra agora aqueles milhões de FOGO DE VISTA para o Fim do Ano? Mesmo não pagando... é um duro golpe!