quarta-feira, 11 de setembro de 2013

AUTÁRQUICAS À MAROCAS

 


ANTIGO TERRORISTA É CANDIDATO PELO PS EM SETÚBAL.
     
António Manuel Baptista Dias, antigo terrorista das FP's 25 de Abril, é candidato à maior freguesia do concelho de Setúbal, proposto pelo Partido Socialista. O agora professor do ensino básico, foi um dos mais activos membros das chamadas "Forças Populares 25 de Abril". Entre vários outros crimes que lhe foram imputados, constam dois homicídios, um deles vitimou um investigador da PJ, cuja viúva vive praticamente na miséria.
Mário Soares, antes de abandonar a presidência da República, pediu aos deputados uma amnistia para esta gente, que foi aprovada. A acção terrorista das FP's 25 de Abril conduziu à morte vários inocentes em atentados bombistas e assaltos a bancos e muitas outras pessoas ficaram feridas. Dezenas de atentados, emboscadas e assaltos caracterizaram esses tempos em que a extrema-esquerda, recorrendo ao terrorismo, tentava amordaçar o País.
Porque temos memória, recordemos um bocado da história:
No Verão de 1987, após diversas operações policiais, uma centena de implicados nas FP-25A aguardavam na prisão a conclusão dos processos judiciais. Mas pelo menos uma dezena de operacionais estavam a monte — entre eles, Alberto Teixeira de Carvalho e António Manuel Baptista Dias. As FP-25A, embora desmembradas, continuaram a levar a cabo alguns assaltos a bancos e ainda lhes restava alguma capacidade para atentados.
As brigadas da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB), não paravam desde Junho de 1984 — quando foi lançada a "Operação Orion", a primeira grande acção contra a organização terrorista. No Verão de 1987, ao fim de três anos intensos, a sede da DCCB, na Avenida José Malhoa, ainda fervilhava de actividade: os investigadores trabalhavam pelos fins-de-semana e sem horários. Equipas da PJ mantinham sob discreta vigilância as visitas aos reclusos das Forças Populares 25 de Abril. As atenções da polícia, a partir de certa altura, voltam-se para uma mulher, Angélica Torquito, que visitava regularmente o marido, Jorge Manuel Alves da Silva, na Penitenciária de Lisboa: ele pertencia à organização; ela servia de correio entre reclusos e operacionais na clandestinidade.
Num escaldante domingo de Agosto, dia 16, Angélica, como habitualmente fazia, foi visitar o marido. Estava grávida da filha Sara, que havia de nascer na cadeia, e deixara em casa o filho, Paulo, então com 10 anos. Mal sabia que aquele dia não seria como os outros. Inspectores da antiga DCCB (hoje Unidade Central Contra-Terrorismo) aguardavam-na, sem ela os ver, à saída da penitenciária, na Rua Marquês da Fronteira, ao cimo do Parque Eduardo VII.
A brigada da DCCB estava dividida por dois carros — e um inspector seguia numa moto. Angélica, sem saber, levou os polícias à Praça do Areeiro, onde dois homens, pelas cinco da tarde, a esperavam com impaciência num BMW. Eles eram Alberto Teixeira de Carvalho e António Baptista Dias — ambos operacionais das Forças Populares 25 de Abril e considerados como perigosos.
Alberto era procurado há coisa de dez anos, ainda do tempo das Brigadas Revolucionárias (BR) — uma organização de acção directa fundada por Carlos Antunes e Isabel do Carmo, em 1970, com o objectivo de derrubar a ditadura. Mas as BR voltaram a mergulhar na clandestinidade em finais de 1975: levaram então a cabo vários assaltos a bancos — até que, em 1979, sofreu rude golpe da Polícia Judiciária. Alberto Teixeira de Carvalho escapou à vaga de prisões e, como muitos operacionais das Brigadas Revolucionárias, foi fundador das FP-25A.
O outro, António Manuel Baptista Dias, professor do ensino básico, era perseguido há pouco menos de dois anos: já tinha sido preso — mas fez parte do grupo de dez reclusos das FP-25A evadidos, em Setembro de 1985, do Estabelecimento Prisional de Lisboa.
Angélica Torquito olha à volta, nervosa, e reconhece o carro que a aguarda. Teixeira de Carvalho está ao volante, António Dias ocupa o outro banco da frente. Ela entra no carro — que arranca pela Avenida Almirante Gago Coutinho. Os polícias sabem que os dois suspeitos não hesitariam em responder a tiro — como, de resto, acabou por acontecer. O BMW, já na rotunda do aeroporto, toma a Avenida Marechal Gomes da Costa. Alberto Teixeira de Carvalho e António Baptista Dias, desconfiados como animais acossados, pressentem que estão a ser seguidos: cheira-lhes a polícia e aceleram. Os perseguidores fazem fogo. Angélica Torquito deita-se no banco de trás para se proteger dos tiros. O BMW dos fugitivos, com pneus furados e vidros partidos, continua avenida abaixo, em direcção ao rio. Numa antiga rotunda (hoje, o cruzamento para o Parque das Nações) um carro da PJ ultrapassa-o e barra-lhe o caminho.
Estala então intenso tiroteio. O inspector Álvaro Militão, de 32 anos, é atingido por uma bala de calibre 7,65 mm que lhe dilacera um pulmão: morre ao fim de escassos minutos de agonia. Outro polícia, António da Silva Luís, ficou ferido. Teixeira de Carvalho e Baptista Dias renderam-se. Angélica, que se esgueirara durante a troca de tiros, ferida por estilhaços de vidros partidos, conseguiu chegar a pé aos bombeiros do Beato — que a transportam ao Hospital de S. José, onde é presa horas depois.
Nós não esqueceremos jamais o terrorismo de esquerda que assolou Portugal e os que perdoaram os seus crimes!...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

PARA RECORDAR E COMPARAR...


 PARA RECORDAR OS VELHOS TEMPOS E COMPARAR OS VALORES
 
                                                 A nota de 100 Escudos

Os mais novos não entendem e até duvidam, todavia, é (foi) um facto indesmentível! Resta acrescentar, de que os 100$00 Escudos, correspondem, aos 50 Cêntimos de hoje.

A velha nota de 100$00

Lembra-se da velhinha nota de 100$00?
Então recorda o que podia fazer com ela há 40 Anos ...

Comíamos um frango de churrasco no Bom Jardim                         20$00
Víamos uma matinée no Cinema S. Jorge (Música no Coração)     10$00
Bebíamos 2 ginginhas no Rossio                                                         3$00
Comíamos 2 sandes de presunto no Solar dos Presuntos                 6$00
Jantar no Parque Mayer (Sardinhas Assadas)                                 17$50
Assistíamos a uma Revista à Portuguesa no Parque                      16$00
Telefone para dizer que tínhamos perdido o último barco              1$00
Dormir numa pensão com pequeno-almoço incluído                       5$00
O resto da nota dava para ir de carro eléctrico                                1$50
TOTAL                                                                                               100$00

Hoje ... 100$00 são € 0,50 e dá para uma simpática (???) gorjeta!
Os tempos são outros, diferentes realidades, e o valor do dinheiro também ...

domingo, 12 de maio de 2013

arre, porra, que é demais...


 
HAVERÁ QUEM NÃO SAIBA, MAS:
1. Até 1974 NÃO EXISTIA a SEGURANÇA SOCIAL mas a PREVIDÊNCIA SOCIAL;
2. Fiz parte da 1ª e 2ª Comissões que em 1976/77 preparou a Reforma da Previdência criando a Segurança Social, o Centro Nacional de Pensões, os Centros Regionais das Segurança Social integrando-se nesses as caixas de Previdência;
 
3. A 2ª Comissão integrou, além do autor deste escrito, Maria de Belém Roseira, Leonor Guimarães, Fernando Maia e Madalena Martins;
4. NÃO HOUVE qualquer nacionalização e as próprias Casas do Povo e o regime dos rurais só em 1980 foram integradas na Segurança Social;
5. O ESTADO não tinha que meter dinheiro na Segurança Social pois o seu funcionamento foi e é assegurado pelas contribuições das entidades empregadoras e trabalhadores;
6. Outra coisa tem a ver com a CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES pois a mesma foi financiada exclusivamente pelas contribuições dos agentes do Estado a quem os funcionários confiaram mês a mês os seus descontos igualzinho aquilo que acontece com a conta poupança que vai capitalizando ao longo do seu período de vigência.
 
 
A INSUSTENTABILIDADE DA SEGURANÇA  SOCIAL
A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974.
As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%).
O Estado nunca lá pôs 1 centavo.
Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu.
Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser "mãos largas"!
Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores).
Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos.
Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres (1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido) em 1997, hoje chamado RSI.
E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados.
Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades.
Optaram isso sim, pelo "assalto" àqueles Fundos.
Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram.
Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou. É a diferença entre o ditador e os democratas?
Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais os Profs. Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".
Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos "saques" que foi fazendo desde 1975.
Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões ?.
De 1996 até hoje, os Governos continuaram a "sacar" e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.
Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o "Livro NEGRO da Segurança Social", para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos "saques" que continuaram de 1997 até hoje.
Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE.
Então e o Estado desconta, como qualquer Empresa Privada 23,75% para a SS?
Claro que não!...
Outra questão se pode colocar ainda.
Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?
Há poucos meses, um conhecido Economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 Milhões?!
Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!...
Ainda há dias falando com um Advogado amigo, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
Há já um grupo de Juristas a movimentar-se nesse sentido.
A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!...
Falta falar da CGA dos funcionários públicos, assaltada por políticos sem escrúpulos que dela mamam reformas chorudas sem terem descontado e sem que o estado tenha reposto os fundos do saque dos últimos 20 anos.
Quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.
SEM COMENTÁRIOS...mas com muita revolta...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

SOARES... CALA-TE, ASNO!


EM AGOSTO DE 1983, O GOVERNO DO BLOCO CENTRAL, ASSINOU UM  MEMORANDO DE ENTENDIMENTO COM O FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL. OS IMPOSTOS SUBIRAM, OS PREÇOS DISPARARAM, A MOEDA DESVALORIZOU, O CRÉDITO ACABOU, O DESEMPREGO E OS SALÁRIOS EM ATRASO TORNARAM-SE NUMA CHAGA SOCIAL E HAVIA BOLSAS DE FOME POR TODO O PAÍS. O PRIMEIRO-MINISTRO ERA MÁRIO SOARES.
“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”.
DN, 27 de Maio de 1984
“Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”.
DN, 01 de Maio de 1984
“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço
feito por este governo.”
JN, 28 de Abril de 1984
“Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal”
JN, 28 de Abril de 1984
“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível”
RTP, 1 de Junho de 1984
"A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós”
RTP, 1 de Junho de 1984
“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”.
RTP, 1 de Junho de 1984
“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”.
RTP, 1 de Junho de 1984
“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego”
JN, 28 de Abril de 1984
“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade."
JN, 28 de Abril de 1984
“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”.
RTP, 1 de Junho de 1984
“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”.
1ª Página, 6 de Dezembro de 1983
“Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”.
DN, 19 de Fevereiro de 1984
“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar”
RTP, 1 de Junho de 1984
“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.”
Der Spiegel, 21 de Abril de 1984
“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”.
RTP, 31 de Maio de 1984
“A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço”
La Republica, 28 de Abril de 1984
“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”.
Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984
“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiroministro.
Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuais”
JN, 28 de Abril de 1984
“Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”.
RTP, 1 de Junho de 1984
e esta para terminar em grande:
“Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”.
6 de Junho de 1984

sexta-feira, 3 de maio de 2013

SOARES E A VELHICE INIMPUTÁVEL

 
Dá-se o nome de 'Senilidade' ao processo de envelhecimento das pessoas que chegam a esta fase da vida. Torna-se então frequente as condições físicas sofrerem alterações próprias do tempo, além de que a senilidade acompanha uma desorganização mental e manifesta-se com dificuldades em todas as partes do corpo, especialmente dos sistemas cardiovascular, respiratório, urinário e imunológico, que também sofrem alterações. Porque o envelhecimento debilita o idoso, a senilidade também pode conduzir o paciente à depressão. Quem estiver atento ao texto do 'venerando' octógenário Marocas Soares, apercebe-se que há laivos de senilidade constantemente demonstrados no texto, pois o venerando senhor nem saberá bem o que escreveu, tornando-se assim um cidadão inimputável, pois tal como a criança, também o idoso não pode ser considerado culpado, mas sim senil.
Escreve o douto cidadão senil, no Jornal 'PÚBLICO', a propósito do 1º. de Maio:
 
"Foi, realmente, o dia dos desempregados. Porque é provável que, nas manifestações da UGT e da Intersindical, houvesse mais desempregados, que vivem nas maiores dificuldades e muitas vezes com fome, do que trabalhadores. E isto não só em Lisboa mas por todo o país.
A insensibilidade moral deste malfadado Governo, cada vez mais indiferente ao povo, cujos ministros, agarrados ao poder, como as lapas às rochas, não podem sair à rua, apesar de rodeados de seguranças, sem serem vaiados, é uma situação verdadeiramente alarmante, intolerável e a que nunca tínhamos assistido antes.
Que pensam o primeiro-ministro e os ministros e secretários de Estado quanto ao futuro? Certamente julgam que vão poder fugir para o estrangeiro, porventura bem providos com o dinheiro que amealharam, enquanto o tiraram ao povo? Ao mesmo tempo, foram conscientemente destruindo a classe média.
O Paulinho das feiras pensará que é tão responsável ou mais do que os outros ministros do Governo a que pertence, que pode voltar a dar beijinhos às peixeiras e a fazer-lhes promessas? Julgará que as mulheres dos mercados e das feiras são parvas? E que continuarão a acreditar nele, quando aceitou todas as humilhações que o primeiro-ministro lhe fez e nunca teve coragem para se demitir do Governo?
Porque as ameaças são palavras. Não são actos, e, esses, nunca teve coragem de os praticar...
No dia em que os desempregados e os trabalhadores se manifestaram em nome das duas centrais sindicais, o primeiro ministro, com a desfaçatez absoluta que o caracteriza, falava à televisão, acusando os seus adversários de demagogia. Ele, o grande demagogo, que cada vez que fala diz coisas diferentes e que tem prometido tudo e o seu contrário, ignorando os milhares de portugueses — mulheres e homens — que têm fome e alguns, infelizmente, são obrigados a ir buscar alimentos aos caixotes do lixo e outros a emigrarem, em busca de trabalho, as crianças que têm fome, quando não vão às escolas, os doentes que não têm dinheiro para chegar aos hospitais que restam e para pagarem o que agora lhes impõem?
Em que país vive este homem que ignora as pessoas, só sabe — e mal — falar de dinheiro e só diz aos portugueses coisas contraditórias em que já ninguém de bom senso acredita?
Será que, sendo assim, ainda algum responsável o pode respeitar ou sequer tomar a sério quanto ao que diz? Não é provável. Faça o que lhe gritou o povo: “Está na hora, está na hora, de o Governo se ir embora”. Enquanto é tempo. Tenha vergonha! A única pessoa que lhe disse para ficar — e ao seu desacreditado ministro das Finanças — foi o Presidente da República — que nunca gostou de si, nem o Senhor dele, como toda a gente sabe...
Não ignora, seguramente, que o seu partido, na sua esmagadora maioria, não gosta de si e não esquece isso, porque muitos o dizem continuamente e sem medo.
Os seus ministros não se entendem entre si, como se tem visto ultimamente.
Começam alguns a dizer isso, abertamente, e sem medo. Sabem que o Senhor não tem ninguém, com um mínimo de crédito, para os substituir. Por isso só foi capaz de mudar alguns secretários de Estado, porque pensam que o título lhes dará algum prestígio. São jovens e ingénuos.
É o contrário que os vai marcar, com um ferrete ignóbil...
O Governo está paralisado há muito tempo. Não tem rumo nem sabe o que quer e o que faz. Passos Coelho, agora, diz que a alternativa é abandonar o euro. Quem tal diria? O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, prepara-se para destruir mais 208 mil empregos até ao próximo ano. Para quê? Ao que parece, para agradar à troika, da qual depende.
Ao que diz o jornal PÚBLICO, “o Governo prepara-se para lançar em 2014 o maior corte na despesa social de que há registo”.
É de loucos. E há quem pense que este Governo, anticonstitucional, está a destruir o país, o Estado social e a democracia, como é evidente, é legítimo porque foi eleito. Esquecerá, essa luminária, que Hitler e Mussolini também foram eleitos e isso não os impediu de produzir os estragos que são conhecidos?
Como gritou o povo no dia do desemprego: “Está na hora de o Governo se ir embora”. E nesse dia, que espero, para bem de todos, que não tarde, haverá uma explosão de alegria pacífica como sucedeu com a Revolução dos Cravos. Se assim não for, rapidamente, estamos mal... E o Governo, pior."

quarta-feira, 17 de abril de 2013

VOZ DE ASNO... VELHO E NÃO SÓ



A SENILIDADE CAQUÉTICA DO DR. MÁRIO SOARES[1]
14/04/13 
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“Infinitus est numerus stultorum” 
(É infinito o número dos tolos) 
Eclesiastes 
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Veio o arvorado “pai democrata” afiançar em título de 1ª página: “Por muito menos do que isto mataram o Rei D. Carlos”.[2]
Vejamos se entendi bem: o Dr. Mário Soares (MS) pretende comparar a situação existente, àquela vivida pelo nosso Augusto Rei e comparar a sua acção à dos governantes actuais – nomeadamente o PR, Prof. Cavaco Silva – na solução da “crise” em ambas as épocas, e “alertar” o actual inquilino de Belém para que lhe pode acontecer o mesmo – presumo que metaforicamente… 
O Dr. MS não se enxerga mesmo. 
Quando o ilustre monarca foi vilmente assassinado, com seu filho primogénito, em 1/2/1908, tinham passado 88 anos da Revolução Liberal, de 1820, que virou o país de pantanas, até 1851 e depois nunca lhe conseguiu dar coerência e estabilidade, acabando em desastres políticos, sociais e financeiros sucessivos, que resultaram numa fuga para a frente, que culminou na implantação da República, em 5/10/1910 – de que o atentado do Terreiro do Paço foi a antecâmara – como se os problemas do país derivassem da existência da Família Real. 
Imbecilidade semelhante, já tinha sido aduzida em 1820, ao tentar-se sentar no Trono, em vez de um Homem, um papel: a Constituição! 
O Senhor Rei D. Carlos foi um monarca notável, patriota – por definição só podia – homem de carácter, probo, culto, com visão política, excelente diplomata, cientista e artista de rara sensibilidade. E deu exemplo de contenção e solidariedade em tempos de dificuldades generalizadas… 
Aturou – é o termo - a maldita da política partidária – os partidos políticos, em geral, sempre constituíram uma pústula cancerosa na Nação – com menos paciência, é certo, com que seu pai, o bom do D. Luís, tinha feito e só se dispôs a interferir, mais “musculadamente” na cena política, quando o desastre era já extenso e o bloqueamento do sistema político, não só o aconselhava, mas exigia. 
Ora a actuação dos republicanos maçónicos e carbonários – em que MS se diz rever - e, também de muitos políticos dos partidos que se diziam monárquicos, foi justamente no sentido de contrariar os esforços do Rei e de outros patriotas (nomeadamente militares), em travar o descalabro existente. 
Ao matarem o Rei – que tinha acabado de assinar a ordem de degredo para África, pena a que os cabecilhas da última tentativa revolucionária tinham sido condenados (é bom lembrar que o Partido Republicano era um partido legal e estava representado no Parlamento) – acabaram por subverter e paralisar, a ordem existente. 
Os pavorosos 16 anos da I República só ampliaram, catastroficamente, o desastre! 
Ora são precisamente os “descendentes” políticos do primo-republicanos – com MS à frente - acompanhados por um batalhão de acólitos de ideologias erradas e organismos internacionalistas, que não têm nada a ver com a nação dos portugueses, que se vêm opor, agora, a outros políticos que estão a tentar (apesar de só quase fazerem asneiras) emendar as políticas erradas do anterior, em que todos também colaboraram. 
Estamos, pois, no alvor de um “Surrealismo” de que nem o mestre Dali se lembraria… 
Creio, até, que MS em vez de estar preocupado com a segurança do actual Presidente se deveria preocupar com a sua. 
De facto quem tem responsabilidades como ele, na desgraça da retirada de pé descalço, a que chamam “Descolonização”; quem, sendo Primeiro – Ministro teve que chamar o FMI, para evitar a bancarrota; ajudou a meter o país na CEE, de qualquer maneira e a qualquer preço; ficou a ver a delapidação de grande parte dos fundos daquela organização indefinida, sem mexer um dedo e gozou que nem um nababo oriental, durante 10 anos de presidência, em que tinha o orçamento que queria, o que lhe permitiu dar duas voltas ao mundo em viagens “de estado” (ou de estadão) – e ficamos por aqui – deve estar mais preocupado consigo do que com alheios. 
E até é possível que ande, a avaliar pela protecção policial, que ainda hoje lhe é dispensada e às suas propriedades, coisa que D. Carlos, que era um homem valente, dispensava, pois nem escolta tinha. Mas andava armado (era um excelente atirador) e dispunha-se a enfrentar o perigo… 
Aliás, a mediocridade do seu percurso político - a que há que subtrair a oposição ao golpismo totalitário do PCP, em 1975, (de que foi militante – afinal “só os burros é que não mudam”…) e mesmo aí, tratava-se de luta pelo poder – só tem paralelo na mediocridade desta III República, de que MS ficará como um dos expoentes. 
De facto apesar de ter herdado a “pesada herança” do Regime anterior; ter gozado do fluxo contínuo de fundos comunitários (cerca de dois milhões de contos/dia), sem nada fazer para os merecer, a não ser alienar capacidades, património e soberania (ou seja tudo o que realizou foi com riqueza que não produziu); e não ter qualquer ameaça externa ou interna grave, que pudesse tolher o desenvolvimento, foi obrigada a pedir a ajuda do FMI, por duas vezes e acabou falida, num protectorado vergonhoso, tutelado por um acrónimo repelente, a “Troika”! 
Dr. MS o senhor, como português e como político, é uma desgraça e, mesmo em vida, é já uma mentira histórica. 
Fará o favor de não tornar a falar no Rei, Senhor D. Carlos: o senhor não está qualificado para o fazer e Ele não merece ser maltratado. 
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João J. Brandão Ferreira 
Oficial Piloto Aviador 
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[1] Passe o pleonasmo, mas é para reforçar…
[2] Entrevista ao Jornal “I”, de 12/4/13, sobre a situação política actual.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

SENILIDADE OU BESTIALIDADE?


Escreve o PÚBLICO de hoje:
Soares avisa que “quer atirar abaixo o Governo”
"Convicto de que é indispensável mudar de Governo, Mário Soares disse ontem, numa entrevista à Antena 1, que o país verá como Cavaco Silva vai “descalçar a bota”.
Mas o ex-Presidente da República tem, pelo menos, a certeza de que o fim do executivo de Passos Coelho trará um desígnio a Cavaco: “Finalmente, vai resolver qualquer coisa.”
Questionado relativamente a uma possível aproximação do PS com o Governo, Mário Soares relembrou que o PS é um partido de esquerda e que “não se deve entender com a direita”, considerando exequível um entendimento com o Bloco de Esquerda. Confessou ainda que tem conversas regulares com membros de todos os partidos com assento parlamentar “para tentar derrubar o Governo”, vincando que “não fala por prazer” mas sim para “atirar este Governo abaixo”.
O ex-chefe do Estado fez duras críticas à actuação do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, nomeadamente às “pressões terríveis” e ao “atrevimento” de discutir a decisão do Tribunal Constitucional: “Isto tem algum sentido democrático? Onde é que está a democracia para esses senhores?”
O fundador do PS vincou que Portugal não tem condições para pagar a dívida e que “o Estado, por mais que roube o dinheiro às pessoas, não é capaz de pagar aquilo que deve”, tendo defendido que “quando não se pode pagar, a única solução é não pagar”.
Soares considerou ainda que é necessário “falar grosso à troikae, de forma muito clara, dizer que não é possível continuar com esta política.
Para o ex-Presidente da República, num momento em que “mais de dois terços do país” estão contra o executivo de Passos Coelho, torna-se indispensável “acabar com a austeridade e com a ânsia de ser úteis à senhora Merkel”, tendo considerado que o caminho passa por mudar de Governo."
'Ora bolas... não tenho tomado os remédios!'
......
- Se não estivesse publicado no PÚBLICO de hoje, acredite-se que não acreditaria serem palavras ditas por alguém que sempre se serviu dos Portugueses, iludindo-os com palavras suaves e dizendo que tudo fazia pela fidelidade à democracia, para 'criar' o artifício de uma Fundação que visa perpetuar o meter as mãos nos nossos bolsos, como sempre fez como 'governante', pois o ser filho de Padre deu-lhe a 'doutrina' toda, aprendeu a fazer 'sermões' para comover as pedras, e ganhou moral para dizer a um desgraçado que estava a cumprir a sua missão: "Ó senhor Guarda, desapareça daí e depressa!"
 Quem julga ele que é para arregimentar os Portugueses para um confronto com o Governo? Já se esqueceu que foi a sua gentalha quem deixou o País de tanga? Não se recorda dos malefícios que o Sócrates provocou na sociedade portuguesa? Esqueceu que foi o seu querido PS quem teve de pedir ajuda à 'tróika', como outrora ele fez com o FMI?
Desculpa lá, Marocas, mas esqueci que a idade o tornou senil!